02/04/10

Escola Superior de Educação de Setubal






Visita a Escola Superior de Educação de Setubal, na disciplina de Arquitectura II,
no ano lectivo 2008/2009

01/04/10

Biblioteca + Centro de aprendizagem do bairro

Foi-nos lançado o exercício num terreno neste momento construído com diversos edifícios situado entre o Beco do Maldonado e o Largo das Portas do Sol fazendo fronteira também com a Rua dos Cegos em Alfama, Lisboa onde teríamos de projectar uma biblioteca e centro de aprendizagem tendo como base as características deste sitio mas também uma interpretação dos livros da autoria do Gonçalo M. Tavares da colecção do Bairro.


Este sitio tem a particularidade de ter um desnivel de perto de 10m e que no cimo do terreno existe a ligação com o pátio Dom Fradique onde se encontra o projecto da Residencia de Estudantes elaborado anteriormente.








O meu projecto tenta em primeiro lugar dar uma resposta aquele sitio, tendo em conta as suas características e situação, dado a que este terreno se situa aberto para um grande largo com vista para a encosta da cidade e para o rio, e este tem umas propriedades muito especificas como uma inclinação de perto de 10m de altura, e fazer fronteira com umas escadas/beco sendo que este sitio está confinado por edifícios, um ao lado das escadas o que forma o beco e outro no outro limite do terreno, sendo que no topo das escadas existe um ponto confinante de 3 “ruas” que é o ponto que liga o Pátio D. Fradique, o meu projecto da residência de estudantes/camaratas a Rua dos Cegos, o beco do Maldonado e fica propicio a abrir ligação para biblioteca.


São estas características inerentes ao lugar que me levaram a criar uma barreira/fachada que acompanha a inflexão da rua e mantém a cota dos edifícios circundantes, mantendo o efeito de beco, esta estrutura espacial vai aumentar um piso acompanhando a topografia do local e aproximando-se da residência estabelecendo assim uma relação visual com esta.

A minha primeira ideia de estratégia projectual surgiu em criar uma estrutura envolta a um pátio dado a que no programa teríamos de ter em conta a existência de um pátio de literatura que funciona como prolongamento visual do largo adjacente mas com uma barreira tornando uma zona apesar de publica bastante mais intimista que o largo das portas do Sol.









Tentei tambem diferenciar quatro entradas para a biblioteca a três cotas diferentes, através do Largo das Portas do Sol duas entradas, uma junto as escadas do beco do Maldonado onde tem acesso a umas galerias e a umas escadas interiores de acesso a biblioteca que acompanham o mesmo movimento das escadas do beco do Maldonado, através dessa mesma fachada mas do lado oposto existe outra entrada que é feita ou para o pátio da literatura ou através de um sistema de rampas que acompanha o limite do meu terreno e que faz a ligação com a entrada à cota 63,60 que une o Pátio dom Fradique, o Beco do Maldonado, a Rua dos Cegos, e fazendo então a ligação agora com o largo e a entrada para a biblioteca propriamente dita. Sendo que a quarta entrada situa-se a cota 57,2 e é feita através de uma entrada lateral pelo beco do Maldonado redesenhando assim o limite das escadas com o limite da biblioteca sendo que esta entrada dá acesso a Cafetaria podendo assim a biblioteca propriamente dita funcionar de forma independente.


Tendo em atenção ao programa defini numa primeira fachada um programa mais exposto formando um jogo de cheio e vazios definindo assim espaços exteriores e outros interiores, sendo que a minha estrutura espacial faz uma forma de C acompanhando o limite das escadas, na perna do C mais recuada em relação as portas do largo do sol encontra-se as zonas da biblioteca mais intimistas que considerei os laboratórios de linguagem e as salas de investigação, espaços que requerem concentração.

Na cota 53 das entradas do largo encontra-se a livraria, centro de copias, zona administrativa e sala de eventos com duplo pé direito todos abertos exclusivamente para o pátio, já no piso superior acontece o oposto dado que o espaço da cafetaria é aberto é um vazio , sendo a cafetaria um lugar exterior um prolongamento visual do largo das portas do sol, sendo por isso um lugar privilegiado, nesse mesmo piso temos uma entrada pelo beco podendo nos aproximar e entrar através dum plano horizontal mas apenas estabelecer relações visuais com a sala de eventos não podendo existir uma interacção directa.

A partir do 3º piso encontra-se a biblioteca propriamente dita, sendo que as salas de leitura são lugares privilegiados pois encontram-se no volume da barreira com o largo, as salas de leitura estão recuadas em relação ao andares de baixo, considerei a possibilidade das 2 salas de leitura estarem unidas numa só criando lugares distintos dado ao facto de ter então duplo pé direito criei zonas mais reservadas sem qualquer contacto com o exterior e outras privilegiadas de uma vista sobre o largo e sobre o rio, sendo que nesta grande sala existe uma mesanine. Tanto o nível inferior da sala de leitura como no nível superior a partir da mesanine têm acesso a sala de acervo dado que esta a distribui por dois andares interdita a circulação geral. Nestes dois pisos encontra-se também os laboratórios de linguagem, que considerei zonas mais de trabalho e por tanto mais intimistas, considerei lugares mais fechados, mais virados para o seu interior, aberto apenas para o pátio e de uma forma lateral.


No ultimo piso encontram-se as salas de investigação e a Vip Lounge Leitor frequente sendo que o ultimo piso é o mais restrito desta biblioteca, sendo que as salas de investigação apelam para a concentração e o Vip lounge é um lugar privilegiado com zona interior e terraço exterior privilegiando a melhor vista desta estrutura espacial.













Trabalho realizado na disciplina de Arquitectura II,
no curso de Arquitectura na Universidade Lusiada de Lisboa,
ano lectivo 2008/2009

Biblioteca Nacional de França- Arquitecto Dominique Perrault



A biblioteca ocupa uma área de 7,5 Hectares, e o jardim que se encontra no centro do espaço,numa cota inferior tem 60.000m2.As quatro torres são os vertices do projecto, marcando os limites visuais do espaço.As torres têm 79m de altura.

O desenho das quatro torres do projecto simboliza livros abertos.
Cada torre tem um tema distinto: a do Tempo, a das Letras, a dos Números e a das Leis.


A biblioteca encontra-se no 13º bairro de Paris, numa zona anteriormente ocupada por caminhos de ferro.



Pela sua dimensão constitui uma forte presença na cidade, relacionando-se especialmente com o Rio Sena.


O projecto tinha inicialmente alguns problemas como a dificuldade e demora em aceder de uma torre para outra, pela sua grande dimensão e a excessiva exposição dos livros ao calor e luz pela transparencia das fachadas. Tambem era criticado pela sua rigidez. A estes problemas Dominique Perrault respondeu reduzindo a altura das torres para proteger o interior e criando o jardim central, que tornava o projecto mais suave e fazia a ligação mais directa e efectiva entre as torres.

Ao abrir e fechar as persianas as fachadas tornam-se estantes, uma vez que formam uma série de vazios e cheios semelhantes às de uma estante de livros a ser utilizada.






O jardim funciona como um prolongamento do espaço que rodeia o projecto, alinhando-se com a copa das árvores junto ao rio Sena.









































Programa:

Espaços públicos 59 070 m2

Capacidade de salas de leitura publica: 1556 lugares

Sala de leitura de pesquisa: 2034 lugares

Espaços de informação e de serviço ao público: 23 000 m2

Salas de conferência/exposição: 3000 m2

Espaços de Arrumos: 71 000 m2

Admnistração: 36 000 m2

Locais Técnicos: 35 000 m2

Estacionamento de 700 lugares : 20 500 m2

Jardim e Esplanada Pública: 60 000 m2



























Trabalho de investigação de uma biblioteca realizado na disciplina de Arquitectura II, no ano lectivo de 2008/2009

Visita ao convento do Cabo Espichel






























Visita de estudo realizada durante o 2º Ano com a Disciplina de Arquitectura II, no ano lectivo 2008/2009